Sinopse: Num futuro próximo, a guerra do governo norte-americano contra as drogas se juntou à guerra ao terror. Numa sociedade cada vez mais policiada, foi desenvolvido um novo sistema de disfarce, sob o qual trabalha o policial Bob Arctor (Keanu Reeves). Enquanto investiga seus amigos mais próximos, ele acaba recebendo ordens para investigar sua própria vida e embarca num estranho pesadelo, no qual identidade e lealdade não parecem mais ter um sentido claro.
Comentário: Richard Linklater (1960) é um cineasta e escritor norte-americano. Seu primeiro filme a alcançar o sucesso foi "Before Sunrise" (1995), que mais tarde virou uma trilogia junto com "Before Sunset" (2004) e "Before Midnight" (2023). Assisti dele a obra-prima "Boyhood - Da Infância à Juventude" (2014) e o mediano "A Melhor Escolha" (2017). Desta vez vou conferir "O Homem Duplo" (2006).
Neste "O Homem Duplo", Linklater opta por adaptar um romance de Philip K. Dick (1928-1982) - o mesmo autor de "Blade Runner - O Caçador de Andróides", "O Pagamento" e "Minority Report". Como técnica ele opta pela chamada Waking Life: a rotoscopia digital, animação que "pinta" os atores e cenários reais, incluindo novas cores e texturas na película, o que auxilia nos efeitos psicodélicos ligados à droga de que trata o filme. Mas, a meu ver, é só. O filme é muito confuso, deixa pontas soltas, te dá a sensação de que quem está drogado é você que não consegue acompanhar a trama. Será que isso foi intencional? Não sei.
