Sinopse: No interior de Portugal, em uma remota floresta conhecida pelas recorrentes práticas de suicídio, duas pessoas se encontram. Ricardo (Jorge Mota) é um pai de família que recentemente perdeu a filha e tem dificuldades em lidar com a situação, e Carolina (Daniela Love) é uma jovem no começo da vida adulta que tem gostos sombrios peculiares que envolvem a morte.
Comentário: Trata-se de um drama português com constantes referências à cultura nipônica: o harakiri e a floresta dos suicídios de Aokigahara. Segundo o Wikipédia, "Aokigahara - também conhecida como Mar de Árvores - é uma floresta de 38km² situada na base noroeste do monte Fuji, no Japão. A floresta contém um grande número de rochas e cavernas de gelo, alguns dos quais são pontos turísticos populares. Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa. Contam-se muitas lendas acerca da floresta. Algumas delas a relacionam com demônios, fantasmas e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa e é conhecida por ser um local comum de suicídios. No ano de 2010, 54 pessoas completaram o ato na floresta, apesar de numerosas mensagens, em japonês e inglês, para que as pessoas reconsiderassem suas ações. Em média, são encontrados cem corpos por ano, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos". É como uma outra versão de "O Mar de Árvores" de Gus Van Sant. Na verdade, nenhum dos dois filmes é muito bem resolvido. o do Gus Van Sant, apesar de eu ser fã de carteirinha, eu detestei. E este, como disse Cláudio Gabriel no site Senta Aí, "apesar de salientar esses elementos de uma tristeza tão profunda que quase pode se criar piada com isso (as cenas de Carolina na floresta salientam bem esse ponto), essas questões se tornam excessivas dentro dos diálogos feito pela dupla. Há uma certa repetição temática dentro de conceitos filosóficos, ao repetir autores e salientando uma certa ode popular – visto a citação da floresta de suicídios no Japão. Mesmo sendo algo esquecido na segunda parte da produção, esses pequenos elementos tornam a trama um tanto quanto inchada e rasa em relação aos seus significados".
