Sinopse: Atari Kobayashi é um garoto japonês de 12 anos de idade. Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi. O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo. Como não aceita se separar do cachorro Spots, Atari rouba um jato em miniatura e parte em busca de seu fiel amigo, aventura que transforma completamente a vida da cidade.
Comentário: Trata-se de uma animação dirigida por Wes Anderson, conhecido por seu estilo visual altamente característico e minucioso. O filme é um roteiro original, embora traga diversas influências da cultura japonesa e do cinema de diretores como Akira Kurosawa.
Produzido em stop-motion, o longa utiliza bonecos e cenários físicos animados quadro a quadro, técnica que Anderson já havia explorado na animação "O Fantástico Sr. Raposo". Aqui, porém, o nível de detalhamento é ainda mais elaborado, com uma direção de arte extremamente precisa, que reforça a estética simétrica e cuidadosamente composta típica do diretor.
A história se passa em um Japão fictício, onde uma epidemia canina leva o governo a banir todos os cães para uma ilha de lixo. Nesse cenário, um garoto parte em busca de seu cachorro desaparecido, contando com a ajuda de um grupo de cães que vive no exílio. A narrativa mistura aventura, humor e comentários políticos, abordando temas como autoritarismo, manipulação de informação e lealdade.
O elenco de vozes na versão original inclui nomes conhecidos como Bryan Cranston, Edward Norton e Bill Murray. Outro aspecto é o uso frequente do idioma japonês sem tradução em várias cenas, o que contribui para a ambientação, mas também reforça a ideia de que a comunicação vai além das palavras.
“Ilha dos Cachorros” foi bem recebido pela crítica e rendeu a Wes Anderson o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 2018, além de uma indicação ao Oscar de Melhor Animação.
Apesar do visual que pode lembrar produções infantis, o filme não é voltado exclusivamente para crianças pequenas. Seu humor seco, ritmo particular e subtexto político fazem com que ele dialogue mais diretamente com adolescentes e adultos, especialmente aqueles que apreciam o estilo autoral do diretor.
O que eu achei: Definitivamente “Ilha dos Cachorros” não é um stop motion para crianças. Wes Anderson evoca Hayao Miyazaki e Osamu Tezuka, referências da animação japonesa, falando de um futuro distópico no Japão em que cães serão banidos da vida diária e isolados em uma ilha. Cenário, figurinos, trilha sonora - do ótimo Alexandre Desplat -, tudo de primeira linha. Concorreu ao Oscar nas categorias Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora. Recomendado para quem já viu e curtiu “O Fantástico Sr. Raposo”.
Produzido em stop-motion, o longa utiliza bonecos e cenários físicos animados quadro a quadro, técnica que Anderson já havia explorado na animação "O Fantástico Sr. Raposo". Aqui, porém, o nível de detalhamento é ainda mais elaborado, com uma direção de arte extremamente precisa, que reforça a estética simétrica e cuidadosamente composta típica do diretor.
A história se passa em um Japão fictício, onde uma epidemia canina leva o governo a banir todos os cães para uma ilha de lixo. Nesse cenário, um garoto parte em busca de seu cachorro desaparecido, contando com a ajuda de um grupo de cães que vive no exílio. A narrativa mistura aventura, humor e comentários políticos, abordando temas como autoritarismo, manipulação de informação e lealdade.
O elenco de vozes na versão original inclui nomes conhecidos como Bryan Cranston, Edward Norton e Bill Murray. Outro aspecto é o uso frequente do idioma japonês sem tradução em várias cenas, o que contribui para a ambientação, mas também reforça a ideia de que a comunicação vai além das palavras.
“Ilha dos Cachorros” foi bem recebido pela crítica e rendeu a Wes Anderson o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 2018, além de uma indicação ao Oscar de Melhor Animação.
Apesar do visual que pode lembrar produções infantis, o filme não é voltado exclusivamente para crianças pequenas. Seu humor seco, ritmo particular e subtexto político fazem com que ele dialogue mais diretamente com adolescentes e adultos, especialmente aqueles que apreciam o estilo autoral do diretor.
O que eu achei: Definitivamente “Ilha dos Cachorros” não é um stop motion para crianças. Wes Anderson evoca Hayao Miyazaki e Osamu Tezuka, referências da animação japonesa, falando de um futuro distópico no Japão em que cães serão banidos da vida diária e isolados em uma ilha. Cenário, figurinos, trilha sonora - do ótimo Alexandre Desplat -, tudo de primeira linha. Concorreu ao Oscar nas categorias Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora. Recomendado para quem já viu e curtiu “O Fantástico Sr. Raposo”.
