Sinopse: Jerry Lundegaard (William H. Macy) é um vendedor de carros que se endividou e está desesperado por dinheiro. Ele contrata dois bandidos para sequestrar sua própria esposa (Kristin Rudrud) e seu sogro (Wade Gustafson) o ajuda a pagar o resgate. Tudo desanda a partir do momento em que os bandidos (Gaear Grimsrud e Steve Buscemi) atiram em um policial.
Comentário: Trata-se do filme número 98 da lista dos 100 Essenciais elaborada pela Revista Bravo! em 2007. A matéria diz: “Em nenhum outro momento de sua carreira, o humor negro dos irmãos Joel e Ethan Coen atingiu tamanha excelência quanto no gelado ‘Fargo’, em que o equilíbrio entre o lado ‘sério’ da dupla (‘Gosto de Sangue’, de 1984, ‘Ajuste Final’, de 1990) e o cômico (‘Arizona Nunca Mais’, de 1987, ‘A Roda da Fortuna’, de 1994) atinge solidez, sempre utilizando o fracasso como mote. ‘Fargo’ é uma pequena cidade do meio-oeste americano, no estado de Minnesota - região definida pelos cineastas como uma ‘Sibéria com restaurantes familiares’. Um vendedor de carros usados (William H. Macy) contrata dois pilantras (Gaear Grimsrud e o hilário Steve Buscemi) para sequestrar sua esposa, pedir o resgate ao sogro milionário e, com isso, escapar da ruína financeira. Por uma coincidência, acabam cruzando o caminho da grávida e impassível policial Marge Gunderson, interpretada com brilho por Frances McDormand, mulher de Joel. A fórmula de sarcasmo dos irmãos é acumular um grande número de absurdos, o suficiente para que o convencional acabe soando exótico e um punhado de mortes e assassinatos seja visto como fato corriqueiro. ‘Fargo’ foi indicado a sete Oscar. Venceu nas categorias Roteiro Original e Atriz (McDormand). Foi ainda um raro sucesso de público da dupla de cineastas, que já haviam levado a Palma de Ouro por ‘Barton Fink’ (1991): reconhecidamente talentosos, porém pés-frios na bilheteria. E, ao contrário do que dizem os créditos, ‘Fargo’ não foi baseado em uma história verdadeira. É apenas mais uma piada dos Coen”.
O que eu achei: Trata-se de um filmaço que eu já vi e revi. O roteiro é daqueles que te envolve, com um equilíbrio perfeito entre humor negro, tensão e alguma comédia. Os personagens são únicos e muito bem desenvolvidos, em especial a policial Marge Gunderson, interpretada brilhantemente pela Frances McDormand, que levou o Oscar pelo trabalho. William H. Macy e Steve Buscemi também estão ótimos nos seus papéis. A direção transparece competência, tudo se mostra perfeitamente equilibrado. Os elementos realistas e as situações absurdas coabitam o roteiro de maneira coesa e eficaz. A fotografia (Roger Deakins) e a trilha sonora (Carter Burwell) também estão perfeitamente afinadas. O filme termina e ficamos pensando na banalidade do mal, em como a ganância pode por toda e qualquer moralidade no chinelo. Um clássico do cinema moderno que todo mundo deveria ver. Atenção à presença do cantor porto-riquenho José Feliciano se apresentando num bar. Imperdível.
O que eu achei: Trata-se de um filmaço que eu já vi e revi. O roteiro é daqueles que te envolve, com um equilíbrio perfeito entre humor negro, tensão e alguma comédia. Os personagens são únicos e muito bem desenvolvidos, em especial a policial Marge Gunderson, interpretada brilhantemente pela Frances McDormand, que levou o Oscar pelo trabalho. William H. Macy e Steve Buscemi também estão ótimos nos seus papéis. A direção transparece competência, tudo se mostra perfeitamente equilibrado. Os elementos realistas e as situações absurdas coabitam o roteiro de maneira coesa e eficaz. A fotografia (Roger Deakins) e a trilha sonora (Carter Burwell) também estão perfeitamente afinadas. O filme termina e ficamos pensando na banalidade do mal, em como a ganância pode por toda e qualquer moralidade no chinelo. Um clássico do cinema moderno que todo mundo deveria ver. Atenção à presença do cantor porto-riquenho José Feliciano se apresentando num bar. Imperdível.
