Sinopse: Em uma autobiografia, a cineasta belga Agnès Varda faz uma retrospectiva dos lugares considerados importantes em sua vida. Ela relembra, ainda, os tempos em que foi fotógrafa, seu casamento com o cineasta Jacques Demy e sua luta no movimento feminista.
Comentário: Agnès Varda (1928-2019) foi uma fotógrafa e cineasta belga que se radicou na França. É considerada uma das precursoras da Nouvelle Vague. Seus filmes se notabilizam pela produção caseira e pela pesquisa de uma linguagem extremamente pessoal. Assisti dela o documentário "Visages, Villages" (2016) feito em parceria com o artista JR. Desta vez vou conferir outro documentário: "As Praias de Agnès" (2008).
Trata-se de uma autobiografia poética e intimista em forma de ensaio cinematográfico. A cineasta usa as praias que marcaram sua vida - na Bélgica, no sul da França e em outros lugares - como metáfora para revisitar suas memórias, seu percurso artístico e seus afetos.
Ao longo do filme, Varda mistura imagens de arquivo, cenas recriadas, fotografias, colagens, instalações artísticas, encenações e trechos de seus filmes para construir um mosaico de lembranças que passa por sua infância, seus amores, sua amizade com artistas e cineastas, sua relação com o movimento da Nouvelle Vague e, especialmente, seu casamento com Jacques Demy.
Mais do que uma narrativa cronológica, o filme é um diálogo sensível entre passado e presente, em que Varda reflete sobre tempo, memória, identidade, criação e envelhecimento com leveza, humor e melancolia. É uma obra que mistura cinema, arte plástica e autobiografia, revelando sua personalidade curiosa, inventiva e profundamente humana.
O que eu achei: Rodado em 2008 é um rico inventário profissional e pessoal da diretora belga. Tão livre e tão doce, ela reúne imagens, símbolos, objetos, desenhos, fotos, restos de filmes... e com esses retalhos ela forma uma memória visual. Vemos sua ligação com a Nouvelle Vague, o seu engajamento político feminista, sua relação com a família e principalmente com o esposo e também cineasta Jacques Demy. São 110 minutos que você se desprende da realidade.
Trata-se de uma autobiografia poética e intimista em forma de ensaio cinematográfico. A cineasta usa as praias que marcaram sua vida - na Bélgica, no sul da França e em outros lugares - como metáfora para revisitar suas memórias, seu percurso artístico e seus afetos.
Ao longo do filme, Varda mistura imagens de arquivo, cenas recriadas, fotografias, colagens, instalações artísticas, encenações e trechos de seus filmes para construir um mosaico de lembranças que passa por sua infância, seus amores, sua amizade com artistas e cineastas, sua relação com o movimento da Nouvelle Vague e, especialmente, seu casamento com Jacques Demy.
Mais do que uma narrativa cronológica, o filme é um diálogo sensível entre passado e presente, em que Varda reflete sobre tempo, memória, identidade, criação e envelhecimento com leveza, humor e melancolia. É uma obra que mistura cinema, arte plástica e autobiografia, revelando sua personalidade curiosa, inventiva e profundamente humana.
O que eu achei: Rodado em 2008 é um rico inventário profissional e pessoal da diretora belga. Tão livre e tão doce, ela reúne imagens, símbolos, objetos, desenhos, fotos, restos de filmes... e com esses retalhos ela forma uma memória visual. Vemos sua ligação com a Nouvelle Vague, o seu engajamento político feminista, sua relação com a família e principalmente com o esposo e também cineasta Jacques Demy. São 110 minutos que você se desprende da realidade.
