Comentário: Trata-se do filme número 87 da lista dos 100 essenciais elaborada pela Revista Bravo! em 2007. A matéria diz: “Bem ao gosto de grande parte da juventude americana dos anos 1960, ‘Sem Destino’ conta a história de dois motoqueiros, Billy (Dennis Hopper) e Wyatt (Peter Fonda), que cruzam o país em busca de liberdade. Ao som de Jimi Hendrix e Steppenwolf (Born To Be Wild), entre outros, e regada a aditivos químicos e sexo livre, a viagem dos dois se tornou símbolo do espírito hippie e de contracultura que marcaram a época. A exibição do filme no Festival de Cannes de 1969 rendeu uma Palma de Ouro de Melhor Diretor Estreante para Dennis Hopper. Quanto ao sucesso de público, o orçamento relativamente baixo do longa (cerca de US$ 340 mil) obteve uma arrecadação mais de uma centena de vezes superior a seus custos. Além de Hopper e Fonda, ‘Sem Destino’ tem também atuação destacada de Jack Nicholson, no papel de George Hanson, um advogado alcoólatra que reluta em experimentar maconha, além de uma sequência que se tornou memorável, com os personagens em delírio pela ação do LSD. A boa recepção do público pode ser ainda interpretada como o reconhecimento da rigidez moral, do preconceito, da violência e da hipocrisia que sustentavam a América. Houve também uma reação aguda da porção mais conservadora da sociedade, que viu, com razão, o retrato escancarado e negativo de seus sistemas de valores e comportamentos coexistindo com valores e comportamentos libertários, que desafiavam a integridade do seu modo de vida.
O que eu achei: Na primeira vez que assisti eu achei o filme um arraso. Agora, anos depois, ao rever, percebo que ele continua ótimo. Virou tipo um filme cult atemporal. Li uma resenha escrita pelo Inácio Araujo que diz: "mais do que um título, 'Sem Destino' era um programa de vida, quando foi lançado, em 1969. Era, digamos, quase uma recomendação aos jovens: sair pela estrada com uma mochila nas costas, porque era lá que estava a vida, não em casa. De um modo ou de outro, quase todo mundo na época saiu. Uns foram ser guerrilheiros, outros, hippies. Houve quem corresse a América Latina até os Estados Unidos, ou partisse da Europa para a Índia. Dito assim, parece ficção científica. Não havia ainda câmeras de segurança mandando as pessoas sorrirem nos elevadores porque estão sendo filmadas (e por que devemos sorrir quando filmados?). Havia os beatniks, poetas rebeldes, que no fundo estavam por trás do filme de Dennis Hopper. Havia uma mudança acontecendo no mundo todo que rebatia na incrível inquietação dos jovens. Outro dia, o poeta Roberto Piva disse desse tempo: 'Não sobrou nada'. Com efeito". Eu diria que sobrou o filme. Um clássico obrigatório.
O que eu achei: Na primeira vez que assisti eu achei o filme um arraso. Agora, anos depois, ao rever, percebo que ele continua ótimo. Virou tipo um filme cult atemporal. Li uma resenha escrita pelo Inácio Araujo que diz: "mais do que um título, 'Sem Destino' era um programa de vida, quando foi lançado, em 1969. Era, digamos, quase uma recomendação aos jovens: sair pela estrada com uma mochila nas costas, porque era lá que estava a vida, não em casa. De um modo ou de outro, quase todo mundo na época saiu. Uns foram ser guerrilheiros, outros, hippies. Houve quem corresse a América Latina até os Estados Unidos, ou partisse da Europa para a Índia. Dito assim, parece ficção científica. Não havia ainda câmeras de segurança mandando as pessoas sorrirem nos elevadores porque estão sendo filmadas (e por que devemos sorrir quando filmados?). Havia os beatniks, poetas rebeldes, que no fundo estavam por trás do filme de Dennis Hopper. Havia uma mudança acontecendo no mundo todo que rebatia na incrível inquietação dos jovens. Outro dia, o poeta Roberto Piva disse desse tempo: 'Não sobrou nada'. Com efeito". Eu diria que sobrou o filme. Um clássico obrigatório.
