Sinopse: A história se passa em 1860. Um samurai desempregado (Toshirô Mifune) chega a uma cidade à procura de trabalho, só que o local se encontra dividido entre dois mercadores rivais. O samurai oferece os seus serviços para ambos, envolvendo-se em sangrentas batalhas e aproveitando-se totalmente da situação.
Comentário: Akira Kurosawa (1910-1998) foi um dos cineastas mais importantes do Japão e seus filmes influenciam até hoje uma grande geração de diretores. Com uma carreira de cinquenta anos, Kurosawa dirigiu em torno de 30 filmes. Assisti dele "Sonhos" (1990). Desta vez vou conferir "Yojimbo: O Guarda-Costas" (1961).
Comentário: Akira Kurosawa (1910-1998) foi um dos cineastas mais importantes do Japão e seus filmes influenciam até hoje uma grande geração de diretores. Com uma carreira de cinquenta anos, Kurosawa dirigiu em torno de 30 filmes. Assisti dele "Sonhos" (1990). Desta vez vou conferir "Yojimbo: O Guarda-Costas" (1961).
Trata-se do 23º filme do diretor, que já havia abordado diversas vezes a temática do Japão antigo com seus famosos guerreiros samurais. Neste, o samurai desempregado se transforma numa trama western, inspirando obras famosas como "Por um Punhado de Dólares" de Sérgio Leone, e "Kill Bill" de Quentin Tarantino.
O site Cineclick nos conta que o personagem "Sanjuro Kuwabatake é interpretado por uma das grandes estrelas do cinema japonês, Toshiro Mifune, que curiosamente é chinês. Mifune trabalhou com Kurosawa em 16 filmes e ganhou duas vezes o prêmio de Melhor Ator do Festival de Veneza, um deles por 'Yojimbo'". O site chama a atenção para as cenas de batalhas brilhantemente coreografadas.
O que eu achei: "Yojimbo: O Guarda-Costas" (1961) é mais um exemplo da maestria de Akira Kurosawa em contar histórias que mesclam ação, humor e crítica social. O filme merece reconhecimento pelo que oferece. A trama acompanha um samurai (interpretado pelo icônico Toshiro Mifune) que chega a uma cidade dividida por gangues rivais e decide manipular os dois lados em benefício próprio. Com seu carisma inabalável e inteligência afiada, ele se torna uma espécie de anti-herói, figura que Kurosawa constrói com nuances, distanciando-se do maniqueísmo tradicional. O filme brilha pelo ritmo ágil, pela fotografia estilizada e pela forma como combina violência e ironia, algo que influenciou diretamente o cinema ocidental. Um bom filme, bem dirigido, divertido e cheio de estilo, que reforça a versatilidade do mestre japonês.
