Sinopse: Num cruzeiro pelo mar Mediterrâneo, com personalidades como o filósofo francês Alain Badiou e a cantora americana Patti Smith a bordo, passageiros discutem sobre história, dinheiro e geometria. Longe dali, a família Martin, que mora num posto de gasolina, recebe a visita de uma jornalista e sua cinegrafista. As duas passam o dia à espera de uma entrevista com os pais, enquanto as crianças exigem deles explicações sobre liberdade, igualdade e fraternidade.
Comentário: Trata-se de um filme bem autoral, interessante para os aficcionados por fotografia. Segundo Rubens Ewald Filho, "falamos recentemente de Godard quando ele ganhou o Oscar da Academia (que não foi receber) (...). Vocês já sabem de sua importância na história do cinema, como o grande revolucionário da linguagem cinematográfica que demonstrou que as regras existem para serem quebradas e ele mesmo fez isso também posteriormente. Claro que há momentos discursivos, chatos, mesmo pedantes. Mas também há citações fundamentais, diálogos brilhantes, muita filosofia, muita política. Uma sinfonia em três movimentos. Um navio no mediterrâneo e alguns conversas, em diversas línguas, entre passageiros, quase todos em férias. Um velho criminoso de guerra (alemão, francês ou americano?) acompanhado de sua neta. Um jovem filósofo francês (Alain Badiou). Um representante da polícia de Moscou. Uma cantora americana (Patti Smith, o único nome conhecido do elenco). Um velho policial francês. Uma ex-funcionária da ONU. Um agente aposentado. Um embaixador palestino. No fundo, discutem a falência das ideologias de esquerda no início de século 21. Quantas vezes você viu um filme discutindo a falência das ideologias de esquerda? Nenhum, né? Só mesmo o implacável Godard para ter essas ousadias. Por isso que ele é ainda uma presença necessária, salutar e importante".
Comentário: Trata-se de um filme bem autoral, interessante para os aficcionados por fotografia. Segundo Rubens Ewald Filho, "falamos recentemente de Godard quando ele ganhou o Oscar da Academia (que não foi receber) (...). Vocês já sabem de sua importância na história do cinema, como o grande revolucionário da linguagem cinematográfica que demonstrou que as regras existem para serem quebradas e ele mesmo fez isso também posteriormente. Claro que há momentos discursivos, chatos, mesmo pedantes. Mas também há citações fundamentais, diálogos brilhantes, muita filosofia, muita política. Uma sinfonia em três movimentos. Um navio no mediterrâneo e alguns conversas, em diversas línguas, entre passageiros, quase todos em férias. Um velho criminoso de guerra (alemão, francês ou americano?) acompanhado de sua neta. Um jovem filósofo francês (Alain Badiou). Um representante da polícia de Moscou. Uma cantora americana (Patti Smith, o único nome conhecido do elenco). Um velho policial francês. Uma ex-funcionária da ONU. Um agente aposentado. Um embaixador palestino. No fundo, discutem a falência das ideologias de esquerda no início de século 21. Quantas vezes você viu um filme discutindo a falência das ideologias de esquerda? Nenhum, né? Só mesmo o implacável Godard para ter essas ousadias. Por isso que ele é ainda uma presença necessária, salutar e importante".
