21.7.11

"Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" - Larry Charles (EUA, 2006)

Sinopse: Borat Sagdiyev (Sacha Baron Cohen) é um jornalista do Cazaquistão que deixa o país rumo aos Estados Unidos, na intenção de fazer um documentário sobre os hábitos dos cidadãos norte-americanos, provocando situações absurdas por onde passa.
Comentário: Sacha Baron Cohen é um ator, roteirista, produtor e comediante britânico, nascido em Londres. Ele é judeu praticante e se formou em História pela tradicional Universidade de Cambridge, tendo como linha de pesquisa as raízes dos preconceitos do mundo contemporâneo. Segundo o site Wikipédia o "personagem Borat Sagdiyev surgiu pela primeira vez no programa F2F, que Sacha Baron Cohen apresentou entre 1995 e 1996. Na época o personagem se chamava Alexi, mais tarde passou a chamar Christo. Originalmente o seu país natal era a Albânia e depois passou a ser o Cazaquistão. Depois de deixar o personagem durante algum tempo, Sacha voltou a dar-lhe vida no programa Da Ali G Show onde recebeu o nome Borat Sagdiyev. Em novembro de 2005, Sacha Baron Cohen apresentou os MTV Europe Music Awards em Lisboa no papel de Borat. No dia seguinte, vários meios de comunicação húngaros afirmaram que um jornalista do Cazaquistão chamado Borat Sagdiyev tinha apresentado a cerimônia sem fazerem ideia que essa pessoa não passava de um personagem". Sobre o filme dizem: "O filme 'Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan', protagonizado pelo personagem Borat (...) segue viagem pelos Estados Unidos (...) à procura Pamela Anderson com o objetivo de pedí-la em casamento. O filme tem o formato de um documentário e inclui várias entrevistas a cidadãos americanos que satirizam a cultura americana, o sexismo (discriminação de gênero), o racismo, a homofobia, o anti-semitismo e o jingoísmo (nacionalismo exagerado). Segundo Marcelo Hessel do site Omelete, o filme é "a melhor comédia de 2006 que (...) surge como uma revolução no gênero não só por sua aberta incorreção política, nem só por conta do talento de Cohen para se manter dentro do personagem, sem se abalar, enquanto expõe à câmera os preconceitos alheios. Borat é um divisor de águas porque consegue encaixar na linguagem do cinema, terreno da mise-en-scène, uma característica que só víamos nas suas pegadinhas da televisão, a entrega ao acaso. São, pra começo de conversa, dois denominadores inconciliáveis: a encenação pressupõe direção, controle, enquanto a aventura do esquete só funciona apostando no incerto, na liberdade dentro da 'cena'. (...) A magia de Borat é nos enganar com essa linguagem híbrida. Não digo isso para desqualificar o filme, pelo contrário. Uma piada não deixa de ser engraçada porque foi ensaiada". Achei sensacional, mas não é o tipo de filme que vai agradar a todos.