Sinopse: O carteiro Eric (Steve Evets) está desperdiçando sua vida. Seu relacionamento familiar é caótico: ele vive com seus enteados adolescentes que se envolvem com drogas e com bandidos, a casa é um caos. Além disso, ele foi casado com Lily (Stephanie Bishop), com quem ele teve uma filha que hoje é mãe de um bebê. Ele amava Lily, mas não a vê há 30 anos e sente a separação até hoje. Apesar do grande esforço e da ajuda dos amigos, fãs de futebol, ele continua se afundando. Com um cigarro de maconha e um amigo imaginário - personificado na figura de seu jogador de futebol favorito Eric Cantona - ele vai viajar para o passado e tomar suas decisões transformando o processo numa autoterapia que lhe dará novos rumos na vida.
Comentário: Segundo Neusa Barbosa do Cineweb, "dentro de campo, o jogador francês de futebol Eric Cantona, ex-dono da camisa 7 do Manchester United, costumava surpreender seus adversários, com jogadas ousadas e gols incríveis. No começo deste ano, foi a hora de ele mostrar outros talentos fora do esporte, ao revelar-se até um ator razoável, além de coprodutor da comédia "À Procura de Eric", do diretor inglês Ken Loach ("Ventos da Liberdade"). A bem da verdade, deve-se admitir que o papel de Cantona no filme não oferece maiores dificuldades - até porque ele interpreta nada mais, nada menos, do que ele mesmo. (...) Como sempre no universo de Loach, há uma costura sutil, em mais um roteiro de Paul Laverty, seu colaborador habitual - em trabalhos como "Meu Nome é Joe" (98), "Pão e Rosas" (2000) e "Ventos da Liberdade" (Palma de Ouro em Cannes em 2006) -, ambientando a história num meio de classe média baixa, da qual fazem parte, além de Eric, seu afetuoso grupo de amigos - que protagonizarão uma divertida cena de vingança no final, que é melhor não revelar aqui. Na coletiva de imprensa em Cannes, Loach, um habitual diretor de dramas sociais, contou ter simpatizado com a ideia de, como ele diz, 'por um sorriso no rosto das pessoas'. Para ele, a comédia é 'uma tragédia com final feliz'. Por isso, acredita que esta história também poderia ser tratada como uma tragédia - e há elementos para isso. O mais importante para ele não era o gênero e sim levar a história com muita verdade. O que, mais uma vez, ele conseguiu".
