8.7.12

"Inquietos" - Gus Van Sant (EUA, 2011)

Sinopse: Annabel Cotton (Mia Wasikowska) é uma bela e encantadora paciente terminal de câncer com um profundo amor pela vida e pelo mundo natural. Enoch Brae (Henry Hopper) é um rapaz que perdeu a fé na vida, após uma tragédia familiar. Quando esses dois se esbarram por acaso em um funeral, descobrem muitas coisas em comum em suas vivências extraordinárias de mundo. Para Enoch, isso inclui seu melhor amigo, Hiroshi (Ryo Kase), o fantasma de um piloto de caça kamikaze. Para Annabel, envolve sua admiração por Charles Darwin e seu interesse pela vida de outras criaturas do reino animal. Ao saber da morte iminente de Annabel, Enoch oferece-se para ajudá-la a enfrentar seus últimos dias com humor e descontração, desafiando o destino, a tradição e até a própria morte.
Comentário: Gus Van Sant (1952) é um cineasta e roteirista norte-americano. Formou-se pelo Rhode Island School of Design. Lá foi influenciado pela pintura e pelo cinema experimental. Em 1981, ele filmou com um baixo orçamento o filme "Alice in Hollywood", que nunca foi lançado. Trabalhou para uma agência de publicidade a fim de ganhar dinheiro. Com o dinheiro que ganhou, dirigiu o filme independente "Mala Noche" (1985) que contém alguns temas constantes de sua obra como a homossexualidade e uma abordagem do absurdo. "Mala Noche" foi bem recebido pelos críticos. Desde então ele dirigiu vários filmes. Assisti dele os ótimos "Elefante" (2003) e "Milk - A Voz da Igualdade" (2008) e o bom "Últimos Dias" (2005). Desta vez vou conferir "Inquietos" (2011).
Segundo Heitor Augusto do Cineclick, "Gus Van Sant é um dos poucos diretores de Hollywood a agradar gregos e troianos com o mesmo filme. Isso porque ele pode ser, na mesma produção, radical e conservador, ora puxando o espectador para uma entrega intensa e uma caminhada na direção do filme, ora facilitando sua vida como mero consumidor de imagens. (...) 'Inquietos' tem carisma, equilíbrio, coerência. Como cinema, menos interessante, o que não interfere em sua sensibilidade, charme e ternura".
O que eu achei: Um bom filme que vale ser visto.