Sinopse: Filme dividido em 12 quadros, com episódios desconexos. A jovem Nana (Anna Karina) abandona marido e filho para buscar uma carreira como atriz. Durante um período ela tenta ganhar dinheiro vendendo discos em uma loja, mas como não consegue o suficiente para sua sobrevivência, acaba recorrendo à prostituição. Após se apaixonar outra vez, Nana começa a repensar sua vida.
Comentário: Segundo Alcino Leite Neto da Folha de São Paulo, "a garota se chamava Hanne Karin Bayer. Era dinamarquesa. O pai abandonara a família em Copenhagen, a mãe não se importava muito com o destino da menina. Quando ela chegou a Paris, em 1958, para tentar a vida como atriz, tinha 18 anos. Passou fome. Arrumou alguns bicos como modelo. Foi Coco Chanel quem sugeriu que mudasse de nome. Hanne Karin virou Anna Karina. Em 1959, Jean-Luc Godard viu o rosto de Karina numa publicidade. Pediu que a convidassem para uma ponta em seu primeiro longa. Ela recusou o papel, pois teria que aparecer de sutiã. O filme era 'Acossado' (1959), que provocou uma revolução no cinema. Godard voltou a procurá-la para o seu segundo longa, 'O Pequeno Soldado' (1960). Desta vez, ela aceitou o papel. Eles se apaixonaram. Fizeram 'Uma Mulher É Uma Mulher' (1961), o filme mais feliz do diretor, e se casaram. Em 1962, Godard filmou 'Viver a Vida', que transformou Anna Karina num mito do cinema. Menos cinéfilo que 'Acossado', menos provocativo que 'O Pequeno Soldado', menos esportivo que 'Uma Mulher É Uma Mulher', 'Viver a Vida' foi o filme com o qual Godard, sem abrir mão da inovação, venceu a maior parte das resistências críticas que ainda havia ao seu cinema. A partir de um tema relativamente frequente no cinema francês, a prostituição, Godard avança sobre questões sociológicas e filosóficas, realizando uma obra de corte ensaístico, que, no entanto, é uma de suas narrativas mais inteiras, mais belas e mais tristes".
