Sinopse: É dia de festa em uma pequena aldeia da França e todos os habitantes da região se divertem. Na praça central é instalado um cinema ambulante: é a ocasião para descobrirem, por um cinejornal, como funciona o correio norte-americano. Motivo de chacota em toda a cidade, François (Jacques Tati), o 'antiquado' carteiro, se esforça em aprender com os americanos como modernizar o serviço postal em sua cidade.
Comentário: Segundo Zema Ribeiro, "muitos comediantes sem graça de hoje em dia deveriam assistir Tati e aprender com ele: é impressionante como mais de 60 anos depois de lançado, o filme continue despertando o sorriso em adultos e crianças. 'Carrossel da Esperança' não é cinema mudo, mas a fala ali é quase detalhe, o que facilita o entendimento para crianças que por vezes não conseguirão acompanhar as legendas. Ou mesmo para os que ainda não aprenderam a ler: o cineasta é recomendável para todas as idades. Sem contraindicação, sem moderação. (...) Outro detalhe curioso sobre o filme é que durante muito tempo conheceu-se apenas sua versão em preto e branco: o colorido era uma tecnologia experimental na época e a versão em cores só veio a público em 1995, durante o restauro da obra de Tati, coordenado por sua filha. A música de Jean Yatove mereceria um comentário à parte: impecável trilha sonora de ares circenses. Não se enganem os que pensam que a atualidade do humor de Tati está na facilidade, no fazer rir descompromissado de tropeços e quedas típicos dos pastelões. Isso está lá também. Mas não só. No fundo, a busca de François pela velocidade dos carteiros americanos em 'Carrossel da Esperança' acaba sendo uma crítica ao nosso correr desenfreado em busca de não sei o quê – dinheiro, celular último modelo, carro zero em não sei quantas prestações, casa própria, sucesso e reconhecimento profissional. Quer algo mais atual que isso?"
