Sinopse: Os bastidores de "Psicose", de Alfred Hitchcock (Anthony Hopkins) e o relacionamento entre o diretor e sua esposa Alma Reville (Helen Mirren) durantes as filmagens em 1959. Das dificuldades financeiras para realizar o filme às lutas do diretor com as edições de Hollywood, Hitchcock retrata o desejo do diretor de provar para seus críticos, sua mulher e para si mesmo de que ele ainda tinha um limite. E podia atingi-lo.
Comentário: Segundo Daniel Reininger do Cineclick, "trinta e dois anos após sua morte, um dos diretores mais famosos de todos os tempos, Alfred Hitchcock está em alta. (...) Livremente baseado no livro "Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose", de Stephen Rebello, o longa não é um documentário, mas sim uma obra divertida que mostra a obsessão do cineasta em produzir 'Psicose', sem apoio dos estúdios e obrigado a bancar tudo de seu próprio bolso. (...) Apesar do elenco afiado, o filme falha ao demonizar não só Ed Gein, assassino real e inspiração para a criação de Norman Bates, mas também o próprio cineasta. Em cenas que misturam fantasia e realidade, Hitchcock conversa com o maníaco e até passa a mostrar sinais dos mesmos impulsos. Não importa se o diretor tinha ou não algum lado obscuro, a questão é que a forma como essas cenas foram criadas tiram o charme da produção e transformam o mestre do suspense em um clichê ambulante. 'Psicose' é tão bom por fazer exatamente o contrário, humanizava a figura monstruosa de Bates, interpretado como um homem sensível à mercê de compulsões que nem ele podia compreender. Outro problema é que, devido a restrições legais, nenhuma imagem de 'Psicose' pôde ser mostrada nem recriada. Isso tira o impacto de certos momentos chave, como a dificuldade para gravar a famosa cena do chuveiro – que demorou uma semana inteira para ficar pronta – e é mostrada de forma superficial neste longa". De qualquer forma, fãs do cineasta irão curtir.
