6.1.13

"Ivan, o Terrível - Parte I" - Sergei M. Eisenstein (URSS, 1944)

Sinopse: Primeira parte do filme que se passa no século 16, quando Ivan (Nicolai Cherkasov) se auto-proclama Czar de todas as Russias, entrando em choque com os senhores feudais, chamados de Boiardos, ao tentar fazer um governo centralizado. Sua mulher é envenenada pela tia, ele retira-se para um convento mas é convocado de novo pelo povo.
Comentário: Segundo o site Wikipédia, "Ivan IV (...), grão-duque de Moscou desde os três anos de idade, foi o primeiro governante a utilizar o título de czar (césar ou imperador) de todas as Rússias. Na tradição russa, é conhecido como Ива́н Гро́зный (Ivan Grozny), geralmente traduzido como Ivã, o Terrível. Ivan estendeu o seu domínio para o oriente, anexando em 1552 o Canato de Kazan e em 1556 o Canato de Astrakhan, para absorver a Sibéria. Estabeleceu relações comerciais com o Ocidente. Ivan teve sete mulheres, uma das quais morreu em circunstâncias suspeitas. Num acesso de raiva Ivan matou acidentalmente o filho mais velho, Ivã Ivanovich, que era tão cruel como ele, e passou o resto da vida imerso em remorso, misturados com atos de crueldade e violência. Em meio ao seu governo, os tártaros da Crimeia saquearam Moscou em 1571, apesar de tê-los vencido no ano seguinte na Batalha de Molodi. Morreu louco, em 1584. No entanto, a sua capacidade" como governante "ficou manchada pela excessiva crueldade. A sua polícia secreta, os Oprichniks, torturou e assassinou todos os suspeitos de traição, como o povo de Novgorod, acusado de rebelião. O comportamento de Ivan IV pode ser explicado pela sua conturbada infância. Filho do grão-duque Vassili III de Moscou, ficou órfão aos oito anos de idade. Praticamente um refém dentro do próprio Kremlin, assistiu às brigas intermináveis entre as diversas facções dos boiardos. Era incentivado a assistir a sessões de tortura e execuções pelos nobres, que mantinham seus feudos independentes e tomavam o comércio como ponto principal de seus interesses, não unificando a Rússia. Assustado durante todo esse período, Ivan passou a ler cada vez mais a Bíblia, especialmente o Velho Testamento, firmando-se como um obcecado cristão ortodoxo". Quanto ao filme, segundo o site Filmes Épicos, "extravagância é a definição correta para descrever esta magnífica obra de Eisenstein. Cada fotograma é um espetáculo visual. Com ângulos de câmera oblíquos, cenários gigantescos, vestuário riquíssimo em detalhes e ótimas interpretações, principalmente de Nicolai Cherkasov, como o Czar Ivan, este épico de grandeza operística, teve uma forte influência da estética expressionista germânica".