Sinopse: Hugo (Asa Butterfield) é um garoto de 12 anos que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai (Jude Law), um relojoeiro que trabalhava em um museu, morre momentos depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um androide, sentado numa escrivaninha, com uma caneta na mão, aguardando para escrever uma importante mensagem. O problema é que o menino não consegue ligar o robô, nem resolver o mistério.
Comentário: Martin Scorsese (1942) é um diretor de cinema norte-americano. Assisti dele a obra prima "Os Bons Companheiros" (1990), os ótimos "Os Infiltrados" (2006) e "Ilha do Medo" (2009) e os bons "Alice Não Mora Mais Aqui" (1974) e "O Aviador" (2004). Desta vez vou conferir "A Invenção de Hugo Cabret" (2011).
Comentário: Martin Scorsese (1942) é um diretor de cinema norte-americano. Assisti dele a obra prima "Os Bons Companheiros" (1990), os ótimos "Os Infiltrados" (2006) e "Ilha do Medo" (2009) e os bons "Alice Não Mora Mais Aqui" (1974) e "O Aviador" (2004). Desta vez vou conferir "A Invenção de Hugo Cabret" (2011).
Segundo Alysson Oliveira do Cineweb, o filme nos remete "aos primeiros tempos do cinema, quando era pura diversão, algo pueril cujo conceito de arte ainda estava sendo descoberto. Ao menos até a chegada de Georges Meliés, que soube aprimorar o invento dos irmãos Lumière, adicionando-lhe elementos de fantasia e produzindo verdadeiras obras-primas. Um dos momentos cinematográficos mais famosos criados pelo francês é o olho da Lua atingido por um foguete. Essa imagem aparece em 'A Invenção de Hugo Cabret' e vem repleta de significados - especialmente nostalgia. Nutrindo essa sensação de sentir falta daquilo que não vivemos, Scorsese nos leva por um passeio pelos filmes antigos".
O que eu achei: Em “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), Martin Scorsese revela uma faceta mais lúdica e afetiva de seu cinema, construindo uma obra que funciona tanto como aventura juvenil quanto como uma delicada homenagem à história do cinema. Ambientado na Paris dos anos 1930, o filme acompanha Hugo, um garoto que vive escondido em uma estação de trem enquanto tenta consertar um autômato deixado por seu pai. A narrativa tem o charme de um conto clássico, com mistério, amizade e descobertas, conduzida de forma envolvente e acessível. Mas é quando a trama se conecta à figura de Georges Méliès que o filme ganha uma dimensão especial. Scorsese transforma a história pessoal de Hugo em um tributo emocionado aos primórdios do cinema, resgatando a magia e a inventividade de um dos seus grandes pioneiros. Visualmente, o filme é um deslumbramento. O uso do 3D - raro na filmografia do diretor - não é gratuito, mas integrado à narrativa, ampliando a sensação de encantamento e imersão. A direção de arte e a fotografia criam um universo rico em detalhes, que convida o espectador a se perder naquele cenário quase onírico. O elenco também contribui para o tom leve e cativante, com destaque para Ben Kingsley, que traz humanidade e melancolia ao papel de Méliès, e para o jovem Asa Butterfield, que sustenta o protagonismo com sensibilidade. “A Invenção de Hugo Cabret” compensa com seu espírito encantador. É um filme gostoso de ver, que celebra o poder das histórias e o próprio ato de fazer cinema. Uma verdadeira carta de amor à sétima arte.
O que eu achei: Em “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), Martin Scorsese revela uma faceta mais lúdica e afetiva de seu cinema, construindo uma obra que funciona tanto como aventura juvenil quanto como uma delicada homenagem à história do cinema. Ambientado na Paris dos anos 1930, o filme acompanha Hugo, um garoto que vive escondido em uma estação de trem enquanto tenta consertar um autômato deixado por seu pai. A narrativa tem o charme de um conto clássico, com mistério, amizade e descobertas, conduzida de forma envolvente e acessível. Mas é quando a trama se conecta à figura de Georges Méliès que o filme ganha uma dimensão especial. Scorsese transforma a história pessoal de Hugo em um tributo emocionado aos primórdios do cinema, resgatando a magia e a inventividade de um dos seus grandes pioneiros. Visualmente, o filme é um deslumbramento. O uso do 3D - raro na filmografia do diretor - não é gratuito, mas integrado à narrativa, ampliando a sensação de encantamento e imersão. A direção de arte e a fotografia criam um universo rico em detalhes, que convida o espectador a se perder naquele cenário quase onírico. O elenco também contribui para o tom leve e cativante, com destaque para Ben Kingsley, que traz humanidade e melancolia ao papel de Méliès, e para o jovem Asa Butterfield, que sustenta o protagonismo com sensibilidade. “A Invenção de Hugo Cabret” compensa com seu espírito encantador. É um filme gostoso de ver, que celebra o poder das histórias e o próprio ato de fazer cinema. Uma verdadeira carta de amor à sétima arte.