Sinopse: Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.
Comentário: Paul Thomas Anderson (1970) é um cineasta norte-americano nomeado diversas vezes ao Oscar. "Sangue Negro" (2007) é o primeiro filme que vejo dele.
O filme é um drama épico ambientado no início do século XX que acompanha a ascensão de Daniel Plainview, um minerador de prata que se transforma em um poderoso e implacável empresário do petróleo. A narrativa segue sua obsessão por riqueza e controle, revelando como sua ambição molda - e destrói - suas relações pessoais, especialmente com seu filho adotivo, H.W.
O filme é um drama épico ambientado no início do século XX que acompanha a ascensão de Daniel Plainview, um minerador de prata que se transforma em um poderoso e implacável empresário do petróleo. A narrativa segue sua obsessão por riqueza e controle, revelando como sua ambição molda - e destrói - suas relações pessoais, especialmente com seu filho adotivo, H.W.
O filme é livremente inspirado no romance “Oil!” de Upton Sinclair, publicado em 1927. Embora não seja uma adaptação fiel do livro inteiro, Anderson utiliza seus primeiros capítulos como ponto de partida para construir a jornada de Plainview e explorar temas como capitalismo, religião, família e poder. A obra literária funciona como base histórica e temática, mas a história no filme segue caminhos próprios, com personagens e eventos criados para a narrativa cinematográfica.
Daniel Day-Lewis interpreta Daniel Plainview, oferecendo uma atuação intensa que se tornou uma das mais marcantes de sua carreira. Paul Dano é outro destaque, no papel duplo de Paul e Eli Sunday, jovens ligados à comunidade religiosa local e que entram em conflito direto com o protagonista. O elenco também inclui Kevin J. O’Connor, Ciarán Hinds e Dillon Freasier.
Além das atuações, o filme chama atenção pelo trabalho visual do diretor de fotografia Robert Elswit e pela trilha musical composta por Jonny Greenwood, do Radiohead, que contribuem significativamente para a atmosfera densa da obra.
Daniel Day-Lewis interpreta Daniel Plainview, oferecendo uma atuação intensa que se tornou uma das mais marcantes de sua carreira. Paul Dano é outro destaque, no papel duplo de Paul e Eli Sunday, jovens ligados à comunidade religiosa local e que entram em conflito direto com o protagonista. O elenco também inclui Kevin J. O’Connor, Ciarán Hinds e Dillon Freasier.
Além das atuações, o filme chama atenção pelo trabalho visual do diretor de fotografia Robert Elswit e pela trilha musical composta por Jonny Greenwood, do Radiohead, que contribuem significativamente para a atmosfera densa da obra.
“Sangue Negro” é, assim, um retrato vigoroso dos primórdios da exploração petrolífera nos Estados Unidos, abordado a partir das tensões entre ganância, fé e poder.
O que eu achei: Diferentemente de outros trabalhos do diretor, este é menos centrado na narrativa e mais baseado no olhar do personagem. O sobrenome do personagem principal, não à toa, é Plainview, indicando que 'seus olhos são capazes de travellings e panorâmicas (diria até de tomadas aéreas), e sua relação com o espaço é essencialmente horizontal'. Não é o melhor filme do diretor, mas isso não faz dele um filme ruim. Vale ver.
O que eu achei: Diferentemente de outros trabalhos do diretor, este é menos centrado na narrativa e mais baseado no olhar do personagem. O sobrenome do personagem principal, não à toa, é Plainview, indicando que 'seus olhos são capazes de travellings e panorâmicas (diria até de tomadas aéreas), e sua relação com o espaço é essencialmente horizontal'. Não é o melhor filme do diretor, mas isso não faz dele um filme ruim. Vale ver.
