21.5.11

"Guerra ao Terror" - Kathryn Bigelow (EUA, 2008)

Sinopse: J. T. Sanborn (Anthony Mackie), Brian Geraghty (Owen Eldridge) e Matt Thompson (Guy Pearce) integram o esquadrão antibombas do exército americano, em ação em pleno Iraque. Eles trabalham na destruição de um explosivo, fazendo com que seja detonado sem que atinja alguém. Entretanto, um erro faz com que o artefato exploda e mate Thompson. Para substituí-lo em seu lugar é enviado o sargento William James (Jeremy Renner), que possui grande sangue frio em ação. Isto gera alguns desentendimentos com Sanborn, que o considera irresponsável.
Comentário: Kathryn Bigelow (1951) é uma cineasta norte-americana que se tornou a primeira mulher a ganhar um Oscar de Melhor Direção por "Guerra ao Terror". Ela foi casada com o diretor, produtor e roteirista canadense James Cameron de 1989 a 1991. "Guerra ao Terror" (2008) é o primeiro filme que vejo dela.
Saiu no Colherada Cultural, por Luciana Borges: "É engraçado ver como a maioria dos jornalistas se referiu recentemente a Kathryn Bigelow, diretora do longa 'Guerra ao Terror', e indicada a nove Oscar este ano, incluindo o de Melhor Direção. Kathryn é, antes de mais nada, a ex-mulher de James Cameron. Trata-se de um elogio, certamente, já que ele está em mais um momento de ápice profissional, colhendo os frutos de 'Avatar'. Mas a alcunha que liga o nome dos dois precede o gênio cinematográfico da californiana que topou arriscar sua reputação ao retratar uma das feridas recentes da história dos Estados Unidos – a malfadada ação do exército americano no Iraque sob as ordens de George W. Bush. (...) A trama pode não parecer original à primeira vista, mas a crítica americana especializada enxergou na produção méritos que outros filmes do gênero não tiveram nos últimos tempos. O maior deles foi mostrar que a guerra não é o lugar em que surgem heróis, e sim para onde vão os jovens mais desfavorecidos da sociedade americana, aqueles que, sem perspectiva, tentam ascender na vida literalmente lutando por ela. “Guerra ao Terror” também recebeu elogios pela condução que Kathryn deu à ação em um universo majoritariamente masculino. (...) O filme ganhou os Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Edição de Som".