Sinopse: A história se passa em Springsfield, onde a onda do momento é a preocupação ecológica. Na tentativa de despoluírem o lago local, os habitantes se reúnem e impedem a liberação de sujeira para lá. Mas Homer fura o cerco e despeja quilos de fezes dele e do seu porco de estimação no lago. A cidade, o prefeito, a mídia, a polícia... todos passam a persegui-lo.
Comentário: Trata-se de um longa metragem com os personagens do desenho "Os Simpsons".
Robledo Milani do site Papo de Cinema publicou: "É mais do mesmo? É, sim. Mas qual o problema disso? Se a matéria prima é boa, o conselho é aproveitar ao máximo esta nova aventura, que dá mais espaço a alguns personagens secundários (Flanders, por exemplo), explora melhor as relações familiares entre os Simpsons (o que cada membro pensa sobre o outro nunca havia ficado tão claro) e ainda consegue oferecer novidades e ousadias, como a nudez de Bart e as participações de Tom Hanks e da banda Green Day. 'Os Simpsons, O Filme' entrega ao público justamente o que promete - e já tá mais do que bom!".
O que eu achei: A família mais famosa da TV finalmente ganha as telas de cinema sem perder sua essência. O longa consegue ampliar a escala da série criada por Matt Groening sem trair o humor ácido e a crítica social que a tornaram um fenômeno cultural. A trama parte de um erro monumental de Homer que coloca Springfield sob quarentena, criando uma situação de desastre ambiental e político que serve de combustível para sátiras afiadas. O roteiro mantém o ritmo ágil típico dos melhores episódios da série, mas adiciona um senso de grandiosidade e consequência que justifica o formato cinematográfico. Homer continua sendo o centro caótico da narrativa, mas o filme acerta ao equilibrar suas trapalhadas com momentos de genuína emoção familiar, especialmente na relação com Marge. A crítica ao governo, à mídia e ao consumismo aparece com ironia certeira, enquanto as piadas visuais e referências rápidas garantem múltiplas camadas de humor. Visualmente, a animação preserva o traço clássico da série, apenas refinado para a tela grande. Não há ruptura estética, mas um aprimoramento que valoriza cenários e sequências de ação mais elaboradas. Divertido, irreverente e surpreendentemente afetivo, "Os Simpsons – O Filme" (2007) prova que a transição da TV para o cinema foi bem-sucedida. É uma celebração da série em sua melhor forma: crítica, absurda e, acima de tudo, extremamente engraçada.
