Sinopse: Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) é uma jovem mimada que consegue tudo o que quer. No entanto, algo falta em sua vida: o amor de Ashley Wilkes (Leslie Howard), um nobre sulista que deve se casar com a sua prima Melanie (Olivia de Havilland). Tudo muda quando a Guerra Civil americana explode e Scarlett precisa lutar para sobreviver e manter a fazenda da família.
Comentário: Trata-se do filme número 46 da lista dos 100 Essenciais elaborada pela Revista Bravo! em 2007. Segundo Antonio Carlos Prado e Mariana Ferrari para a Revista Isto É, "Um dos maiores clássicos mundiais do cinema chama-se '…E o Vento Levou'. É de 1939, ganhou oito Oscar e baseia-se em obra homônima da escritora Margaret Mitchell. Jamais uma atriz foi tão marcante na interpretação de uma personagem como a portadora de transtorno bipolar Vivien Leigh, que fez o papel da inesquecível Scarlett O’ Hara. As quatro horas de duração do filme parecem quarenta minutos. Esmiúça a história da guerra da secessão nos EUA que contrapôs o norte industrializado ao sul agrário e escravocrata, cruza esse fato histórico com as angústias pessoais, amorosas e financeiras de Scarlett e na sua voz imortalizou a mais forte fala já ouvida em um filme: 'ainda que eu tenha de furtar, trair, matar ou mentir, juro por Deus que nunca mais passarei fome'. '… E o Vento Levou' sempre carregou consigo, no entanto, a não infundada crítica de apoiar a escravatura, e isso desde o seu lançamento. No início, lê-se na tela que pela última vez se estará vendo uma história de 'cavalheiros e damas, de senhores e escravos'. Mais: Scarlett endossa a tese de que os negros se 'acomodaram' à situação de escravos. Na semana passada, o justo e correto tsunami da luta contra o preconceito racial parece que começa a carregar o filme para o ostracismo. A Warnermedia vai retirá-lo temporariamente de seu catálogo, justamente devido à polêmica de ele se posicionar a favor do sul na guerra civil. Já se cogita fazer um adendo, que apareceria na tela, contextualizando historicamente o enredo. Funcionará? Certamente não, sobretudo enquanto houver nos EUA policiais brancos asfixiando negros indefesos".
