12.8.13

"Simplesmente Alice" - Woody Allen (EUA, 1990)

Sinopse: Alice Tate (Mia Farrow) é uma mulher entediada com sua rotina burguesa. Casada com um milionário e sem nada mais para se ocupar, ela passa o tempo fazendo compras. No colégio onde vai buscar o filho, conhece o saxofonista Joe (Joe Mantegna), um charmoso homem por quem acaba se apaixonando. Durante este processo, Alice começa a se tratar com o Dr. Yang (Keye Luke), um misterioso médico chinês com métodos nada ortodoxos. Inicialmente, a mulher procura o médico por conta de fortes dores nas costas, mas com o tempo passa a aceitar as extravagâncias do especialista, que chega a oferecer a Alice ervas medicinais que a fazem ficar invisível para presenciar as infidelidades de seu marido.
Comentário: Segundo Mike Peixoto do CINEnil, "Misto de comédia e drama, o filme ganha força justamente nos momentos fantásticos, quando Alice fica invisível e descobre inúmeras verdades, ou mesmo quando voa sobre os arranha-céus de Nova York acompanhada de sua paixão da juventude. Dr. Yang em alguns momentos faz às vezes do Coelho Branco, guiando Alice em seu mundo de fantasias; em outros assume o papel do Chapeleiro Maluco, lançando a mulher no caos das múltiplas oportunidades. Já Alice é a própria figura da criança destituída de malícia que, uma vez chocada com seu labirinto de pulsões, desperta dele mais madura e autêntica. Realizado no auge do que alguns consideram a “fase bergmaniana” de Allen, voltada para o retrato psicológico de seus personagens mais do que para os conflitos amorosos ou para a comédia de situação, 'Simplesmente Alice' nem por isso deixa de apresentar algumas das marcas características do diretor, sejam as neuroses explicitadas de forma verborrágica pelos protagonistas (que quando não são interpretados pelo próprio Allen, parecem sempre alter-egos dele), seja a virtuosidade da música, jazzística em sua maioria".