Sinopse: John Cukrowicz (Montgomery Cliff), um neurocirurgião interessado em conseguir recursos para o hospital onde trabalha, conhece Violet Venable (Katherine Hepburn), uma rica senhora da aristocracia que quer mandar fazer uma lobotomia em Catherine Holly (Elizabeth Taylor), uma sobrinha supostamente acometida de crises de loucura.
Comentário: Joseph L. Mankiewicz é vencedor de quatro Oscar, diretor de grandes elencos, grandes orçamentos, o preferido dos estúdios e tem seus filmes famosos reprisados constantemente na TV, aberta e fechada. Uma pena no Brasil ele não ser tão valorizado. Dos 23 filmes que ele dirigiu, apenas oito foram lançados por aqui. Segundo Inácio Araújo da Folha de São Paulo, neste filme "Joseph L. Mankiewicz dirige um tema teatral, com desenvolvimento teatral. Isso não é novidade em sua carreira. É um dos raros cineastas em que a palavra impulsiona a imagem, e não o inverso. O que é único e precioso em 'De Repente, No Último Verão', à parte a audácia do assunto (há uma série de coisas escabrosas que a sra. Venable tenta apagar) é a capacidade de Mankiewicz em equilibrar o universo tenebroso de Tennessee Williams, em lhe dar luz. É possível que isso venha da inflexão que dá ao texto, em que os conflitos têm desenvolvimento paralelo. De um lado, existe a realidade tal como vivida pela sra. Venable; de outro, tal como experimentada por Catherine. Cucrowicz permanece entre as duas: escuta. Com isso, o motivo do ocultamento (a vida pessoal do filho da sra. Venable) vira apenas uma espécie de "McGuffin", para usar a expressão de Hitchcock: o ponto vazio em torno do qual giram os personagens, mas que a rigor não interessa nada para o público. Mankiewicz enfatiza, exacerba, o conflito intelectual, em detrimento do anedótico. Descobre, num mundo às escuras, um conflito entre luz e treva, consegue extrair uma nova luz daí. Faz um filme difícil, delicado. Dizer que é sua obra-prima, quando se sabe que fez 'Julius Caesar', 'A Malvada', 'A Condessa Descalça', 'Jogo Mortal', talvez seja exagerado. Com certeza, porém, é nesse time que 'De Repente, No Último Verão' entra. É daí para cima, a bem dizer".
Comentário: Joseph L. Mankiewicz é vencedor de quatro Oscar, diretor de grandes elencos, grandes orçamentos, o preferido dos estúdios e tem seus filmes famosos reprisados constantemente na TV, aberta e fechada. Uma pena no Brasil ele não ser tão valorizado. Dos 23 filmes que ele dirigiu, apenas oito foram lançados por aqui. Segundo Inácio Araújo da Folha de São Paulo, neste filme "Joseph L. Mankiewicz dirige um tema teatral, com desenvolvimento teatral. Isso não é novidade em sua carreira. É um dos raros cineastas em que a palavra impulsiona a imagem, e não o inverso. O que é único e precioso em 'De Repente, No Último Verão', à parte a audácia do assunto (há uma série de coisas escabrosas que a sra. Venable tenta apagar) é a capacidade de Mankiewicz em equilibrar o universo tenebroso de Tennessee Williams, em lhe dar luz. É possível que isso venha da inflexão que dá ao texto, em que os conflitos têm desenvolvimento paralelo. De um lado, existe a realidade tal como vivida pela sra. Venable; de outro, tal como experimentada por Catherine. Cucrowicz permanece entre as duas: escuta. Com isso, o motivo do ocultamento (a vida pessoal do filho da sra. Venable) vira apenas uma espécie de "McGuffin", para usar a expressão de Hitchcock: o ponto vazio em torno do qual giram os personagens, mas que a rigor não interessa nada para o público. Mankiewicz enfatiza, exacerba, o conflito intelectual, em detrimento do anedótico. Descobre, num mundo às escuras, um conflito entre luz e treva, consegue extrair uma nova luz daí. Faz um filme difícil, delicado. Dizer que é sua obra-prima, quando se sabe que fez 'Julius Caesar', 'A Malvada', 'A Condessa Descalça', 'Jogo Mortal', talvez seja exagerado. Com certeza, porém, é nesse time que 'De Repente, No Último Verão' entra. É daí para cima, a bem dizer".
