Sinopse: Cinebiografia do ex-diretor do FBI, J. Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio), que mostra tanto sua escandalosa carreira, marcada por uma administração dura do FBI e casos de chantagem, quanto seu duradouro romance com Clyde Tolson (Armie Hammer).
Comentário: Clint Eastwood (1930) é um cineasta e ator americano. Assisti dele os ótimos "Menina de Ouro" (2004), "A Conquista da Honra" (2006) e "Cartas de Iwo Jima" (2006) e os bons "A Troca" (2008), "Gran Torino" (2008) e "Invictus" (2009). Desta vez vou conferir "J. Edgar" (2011).
Comentário: Clint Eastwood (1930) é um cineasta e ator americano. Assisti dele os ótimos "Menina de Ouro" (2004), "A Conquista da Honra" (2006) e "Cartas de Iwo Jima" (2006) e os bons "A Troca" (2008), "Gran Torino" (2008) e "Invictus" (2009). Desta vez vou conferir "J. Edgar" (2011).
Segundo Roberto Guerra do Cineclick, "a cena já foi repetida à exaustão no cinema. Policiais de alguma localidade dos Estados Unidos são surpreendidos pela chegada dos agentes do FBI, que ameaçam assumir (ou assumem de fato) as rédeas da investigação diante da ineficiência dos agentes locais.
O que pouca gente sabe é que a hoje todo-poderosa Polícia Federal norte-americana precisou de quarenta e oito anos, oito presidentes, inimigos de todos os tipos e a mão forte de um homem para torna-se uma das mais poderosas forças policiais do mundo. É a trajetória desse controverso personagem da história americana que o cineasta Clint Eastwood leva as telas em 'J. Edgar', cinebiografia de J. Edgar Hoover, lendário diretor que transformou o Bureau of Investigation - uma instituição deficiente, sem poder e com pouco mais de 600 agentes - em uma potente organização federal de mais de 16.000 funcionários e precursora de métodos de investigação criminal inovadores.
'J. Edgar' é um filme informativo, quase didático, sobre o crescimento do FBI sob a liderança de Hoover".
O que eu achei: Em “J. Edgar” (2011), Clint Eastwood se dedica a um retrato ambíguo e contido de uma das figuras mais poderosas e controversas da história recente dos Estados Unidos. O filme acompanha a ascensão de J. Edgar Hoover à frente do FBI, enfatizando menos a cronologia factual e mais a construção psicológica de um homem obcecado por controle, imagem pública e legado. Eastwood adota uma narrativa fragmentada, alternando tempos e registros, o que reforça a sensação de memória seletiva e autojustificadora do protagonista. O resultado é bom, sustentado principalmente pela atuação de Leonardo DiCaprio, que constrói um Hoover rígido, inseguro e emocionalmente reprimido. Ainda assim, o filme parece excessivamente cauteloso em certos momentos, evitando confrontos mais incisivos com o lado político e ético de seu personagem central. A encenação é elegante, mas um tanto fria, e o distanciamento emocional acaba limitando o impacto dramático. “J. Edgar” interessa mais como estudo de caráter do que como investigação histórica profunda. Se mantém relevante pela seriedade do olhar e pela recusa em transformar seu protagonista em herói ou vilão simples. Um filme consistente, correto e reflexivo, que funciona bem, ainda que, a meu ver, sem a força memorável de seus melhores títulos.
