Sinopse: Composto de vinhetas em quadro fixo, o filme observa o comportamento humano, acompanhando homens e mulheres que vivem situações banais e repetitivas do cotidiano. Do homem bom ao miserável, da alegria ao sofrimento, da autoconfiança à ansiedade. Desta forma, vemos uma garota apaixonada, empresários, donas de casa, criminosos, bêbados... Oscilando entre seus sonhos e a realidade, eles estão condenados à incomunicabilidade.
Comentário: Segundo Érico Borgo, do site Omelete, "com 57 vinhetas divididas ao longo de 94 minutos, o cineasta Roy Andersson deixa sua pegada no tapete vermelho da Sétima Arte. Seu longa 'Vocês, Os Vivos' (You, The Living) é o tipo de filme que os cinéfilos querem ver. É filme que choca, que critica, mas que faz rir - e pensar. É o tipo de filme, também, que reanima as papilas gustativas da mente, amortecidas por tanta bobagem. Depois de Andersson, que sustenta suas excentricidades fílmicas com dinheiro de direção de comerciais, estou pronto para encarar mais uma centena de filmes ruins sem risco de emburrecer. O cineasta não é suíço, é sueco, mas seu filminhos passam pela tela com precisão de relojoeiro. São em sua maioria planos-sequência (sem cortes) com monólogos ou diálogos absurdos, muitas vezes embaraçosos. Tudo perfeitamente coordenado e enquadrado com uma câmera fixa, quase sempre a partir de um plano levemente elevado. Os cálculos de Andersson nos forçam a olhar o quadro inteiro - não é só no primeiro plano que acontece a ação, e por trás de toda porta ou toda janela há uma banalidade a ser notada. É como se o diretor fosse uma espécie de deus, afastado, observando seus 'vivos', que eventualmente dirigem-se a ele em ambientes desbotados onde a graça (do filme) surge da absoluta falta de graça (do espaço). Todos os personagens dessas cenas curtas são caricatos e a maquiagem exagerada, pálida, ajuda a dar esse efeito. (...) Cada pequena cena se sustenta sozinha, mas aos poucos algumas historinhas começam a surgir. Não que elas sejam necessárias - o que importa aqui é o que o diretor denomina como o 'trivialismo', pequenas ocorrências que pontuam a tragicomédia humana. A ausência de sentido de 'Vocês, Os Vivos' faz todo o sentido aqui."
Comentário: Segundo Érico Borgo, do site Omelete, "com 57 vinhetas divididas ao longo de 94 minutos, o cineasta Roy Andersson deixa sua pegada no tapete vermelho da Sétima Arte. Seu longa 'Vocês, Os Vivos' (You, The Living) é o tipo de filme que os cinéfilos querem ver. É filme que choca, que critica, mas que faz rir - e pensar. É o tipo de filme, também, que reanima as papilas gustativas da mente, amortecidas por tanta bobagem. Depois de Andersson, que sustenta suas excentricidades fílmicas com dinheiro de direção de comerciais, estou pronto para encarar mais uma centena de filmes ruins sem risco de emburrecer. O cineasta não é suíço, é sueco, mas seu filminhos passam pela tela com precisão de relojoeiro. São em sua maioria planos-sequência (sem cortes) com monólogos ou diálogos absurdos, muitas vezes embaraçosos. Tudo perfeitamente coordenado e enquadrado com uma câmera fixa, quase sempre a partir de um plano levemente elevado. Os cálculos de Andersson nos forçam a olhar o quadro inteiro - não é só no primeiro plano que acontece a ação, e por trás de toda porta ou toda janela há uma banalidade a ser notada. É como se o diretor fosse uma espécie de deus, afastado, observando seus 'vivos', que eventualmente dirigem-se a ele em ambientes desbotados onde a graça (do filme) surge da absoluta falta de graça (do espaço). Todos os personagens dessas cenas curtas são caricatos e a maquiagem exagerada, pálida, ajuda a dar esse efeito. (...) Cada pequena cena se sustenta sozinha, mas aos poucos algumas historinhas começam a surgir. Não que elas sejam necessárias - o que importa aqui é o que o diretor denomina como o 'trivialismo', pequenas ocorrências que pontuam a tragicomédia humana. A ausência de sentido de 'Vocês, Os Vivos' faz todo o sentido aqui."
