1.5.11

"Casablanca" - Michael Curtiz (EUA, 1942)

Sinopse: A cidade de Casablanca, então localizada no Marrocos governado pela França de Vichy, era o penúltimo ponto na rota à América. Os refugiados que ali residiam necessitavam de um visto - letter of transit - para Portugal, e apenas em Lisboa embarcariam em um navio para o Novo Mundo. Um dos locais de encontro desses refugiados era o bar Rick's. Seu dono, Rick Blaine (Humphrey Bogart), é um homem que tenta não se envolver com política, pois seu estabelecimento é frequentado por todos os tipos de clientes, como nazistas, aliados e ladrões. Um dia um major alemão vai a Casablanca em busca de um ladrão que havia roubado duas "letters of transit". O casal que necessita destes documentos para sua fuga à América são Ilsa Lund (Ingrid Bergman) e Victor Lazlo (Paul Henreid), importante líder da resistência tcheca. Rick e Ilsa já se conheciam e acabam relembrando o passado que tiveram juntos. A história dos dois mexe com ambos e Rick, que não arrisca o pescoço por ninguém, terá de decidir o que é mais importante: a sua felicidade ou as inúmeras pessoas que esperam por uma saída do país.
Comentário: Trata-se do filme número 5 da lista dos 100 Essenciais da Revista Bravo!. O roteiro é baseado em peça teatral de Murray Burnett e Joan Alison. A matéria diz: "Se existe um filme que se tornou peça do imaginário coletivo, é 'Casablanca'. Dirigido pelo húngaro naturalizado americano Michael Curtiz, entre 1941 e 1942, quando os EUA aliaram-se a um grupo de nações para combater o eixo formado por Alemanha, Itália e Japão, na Segunda Guerra Mundial, o clássico toca em tema sagrado. Menos pelos fatos históricos, a aclamação universal dessa película nasceu do assunto abordado, um romance em tempos de guerra, cujo apelo ultrapassa qualquer fronteira ou cultura. A aura mágica de 'Casablanca' fez dele referência para inúmeros cineastas, como Woody Allen ('Sonhos de um Sedutor', de 1972, no qual ele é ator e roteirista) e Sydney Pollack (que filmou sua versão caribenha em 'Havana', de 1990), novelas radiofônicas e paródias, como um desenho do coelho Pernalonga. Humphrey Bogart, como o durão, justo e apaixonado Rick Blane, ajudou na consolidação do mito. Na história, ele é o dono de bar numa Casablanca (Marrocos) ocupada pelos nazistas, onde refugiados franceses tentam ir para a América por lá. Até que, ao acaso, ressurge uma antiga paixão, Ilsa (Ingrid Bergman), acompanhada de seu marido Paul Henreid). Rick terá um dilema a ser resolvido, e pede, a certo momento, a seu amigo Sam para tocar 'As Times Goes By', canção que se tornou um ícone da cultura ocidental graças ao longa. 'Casablanca' não é só um mito na história do cinema. Como qualquer produção industrial de Holywood naquela época, a película gerou uma novela à parte. A escolha quase ocasional do elenco (Bogart se tornaria astro absoluto e um dos atores mais bem pagos dos EUA a partir dali), cenas escritas horas antes de serem filmadas, explosões furiosas de Curtiz (cujo sotaque confundia a equipe), jogo de forças entre vários artistas, como o músico Max Steiner e os renomados roteiristas Howard Koch e Julius e Philip Epstein foram alguns dos problemas. Mas o resultado impecável, segundo os padrões industriais de Holywood, pode ser conferido no genial início do filme, que apresenta freneticamente a trama. 'Casablanca' ganhou o Oscar de Melhor Filme, Direção e Roteiro". Um clássico.