Sinopse: Jim Stark (James Dean) é um jovem problemático e, por sua causa, os pais se mudam de uma cidade para outra, até se fixarem em Los Angeles. Certo dia ele é preso por embriaguez e desordem e, no distrito policial, conhece Judy (Natalie Wood) - uma jovem revoltada com o pai - e um rapaz que atirou em alguns cães. Após ser libertado, tenta se aproximar de Judy, mas cria um desentendimento com o namorado de Judy, que é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar situações com trágicas consequências.
Comentário: Segundo o Wikipédia, "uma das características de uma crítica cinematográfica é a coerência dela com o filme e o período em que o mesmo fora produzido. 'Juventude Transviada' é um exemplo nato disso. À primeira vista, o longa soa um tanto o quanto simplório e sem atrativos para quem o assiste nos dias de hoje, mas se o analisarmos na época de seu lançamento poderemos notar o porquê do mesmo ter causado tanta polêmica. Afinal de contas, na década de 50 as pessoas não estavam acostumadas a irem ao cinema ver um garoto de aproximadamente 12 anos usar uma arma para matar uma pessoa, ou um grupo de jovens dispostos a roubar automóveis para disputar rachas, ou ainda acompanhar as façanhas de um protagonista politicamente incorreto que gosta de perder o seu tempo brigando e fazendo inimizades voluntariamente. Enfim, não é de se estranhar que peculiaridades deste tipo conseguissem chocar veementemente a mídia e o público numa época em que a grande maioria das pessoas era moralista e filmes como 'Laranja Mecânica', 'Easy Rider – Sem Destino' e 'Clube da Luta' nem sequer sonhavam em visitar as mentes dos produtores cinematográficos a fim de ganhar a autorização e o financiamento dos mesmos para serem realizados. É justamente por este motivo que, no introito desta crítica, mencionei a importância de uma análise cinematográfica ser sempre coerente com a data de produção do filme, para que assim possamos evitar certas injustiças, como dizer que 'Juventude Transviada' não passa de um filme que retrata a rebeldia dos jovens da maneira mais simplória o possível, coisa que, para a época, não era nada simples. Entretanto, o filme brilhantemente protagonizado por James Dean conta com alguns defeitos que, mesmo na década de 50, poderiam ser tomados como fatores para uma avaliação negativa: os famosos clichês, que inundam a tela durante a primeira metade do filme. Mas se por um lado o longa transborda de clichês e estereótipos, por outro lado ele oferece um esboço fantástico da juventude fútil que se perdera nas entrelinhas do “American way of life."
